Morte de Anjo
Já ia a 3 anos com esta doença desconhecida, um Homem de 80 anos que nunca foi ao médico.
Por isso estes ataques epilépticos o que mias me pareceu convulsão a primeira vez que o vi acontecer.Fiquei assustado, atrapalhado, o meu telemóvel não ligava, que raiva.
O querer ajudar rápido para salvar a tua vida.
Quanto mais rápido eu fazia mais devagar conseguia e o teu tempo estava a terminar, virei-te de lado, vi-se um pouco de espuma pela boca, a minha avó aos gritos atrapalhada, não me deixava realizar as manobras de sobrevivência, ainda por cima queria dar-te água para beber, dizia ela que em cabo verde quando alguém tem um ataque que dava-me agua com açúcar que passava, claro passava porque a hora da morte não tinha chegado ainda.
Não a deixei.Acho que ela percebeu que eu apesar de novo sei como ajudar.
Continuei a tentar chamar a urgência, dizia linha ocupada, a pressão caiu sobre mim, estávamos só os três.
Entretanto atentaram, foi o Jorge um policia que antedeu, normal, apenas lhe disse isto é uma emergência é favor passar a chamada para o CODU eles já sabem que não é qualquer alguém que sabe realizar este procedimento, chegaram rápido.Lá fui contigo, foi a primeira vez aqui em portugal.Fiquei assustado.
Não tinhas nada de grave, isto é, coração, pulmonares rins, tudo bem.
Este tipo de ataque começou por um por mês, começou a ser 2 por mês, 3 por mês, estava claro que o teu tempo estava terminando lentamente.Já com feridas em toda a parte do corpo era uma dor ver-te assim, ainda bem que foste.
Eu sempre disse que quando tivesses que ir que ninguém ia dar conta que ia ser se repente sem ninguém contar, o meu único medo é que fosse nas minhas mãos, mas nunca recusei dar-te comida, nem pela sonda nem pela boca, nem despejar-te a algalia, num espaço de 5 meses, começou tudo a aparecer rapidamente.
Cada vez que ias, vinhas com algo que te maltratava o corpo e deixava-te cada vez mais sem voz, sem reacção, sem memória, eu que andei contigo ao colo,e tu comigo, que ensinei-te a dar passo em idoso como tu me ensinas-te em bebé.
Havia choro por todo o lado. Segundo a minha mãe poucos minutos antes da tua morte, ela estava contigo nos braços a falar contigo, ela disse que pensou que tinhas adormecido, e tinhas.
Quando ela voltou, os médicos disseram-lhe que ela despediu do seu pai quando saiu nem quero imaginar como ela ficou. Ao ponto de não dormir em casa essa dia, coisa que não foi correto, porque nós precisávamos dela, ela somente ela deveria ter dado esta noticia ...(..) e ter que ser eu o responsável por está triste noticia a minha avó.
Segundo ouvi, eram montes de gente a chorar por ti em cabo verde, tu não ias querer nem querias que ninguém que chorasse por ti, eu chorei, um choro silencioso. Eu sabia que ias ter uma morte de anjo.
Mas dentro de mim, ficou uma grande duvida se não podia ter feito muito mias por ti.
Espero que olhes por mim no céu como olhas-te por mim na terra.Isonildo Tavares
Por isso estes ataques epilépticos o que mias me pareceu convulsão a primeira vez que o vi acontecer.Fiquei assustado, atrapalhado, o meu telemóvel não ligava, que raiva.
O querer ajudar rápido para salvar a tua vida.
Quanto mais rápido eu fazia mais devagar conseguia e o teu tempo estava a terminar, virei-te de lado, vi-se um pouco de espuma pela boca, a minha avó aos gritos atrapalhada, não me deixava realizar as manobras de sobrevivência, ainda por cima queria dar-te água para beber, dizia ela que em cabo verde quando alguém tem um ataque que dava-me agua com açúcar que passava, claro passava porque a hora da morte não tinha chegado ainda.
Não a deixei.Acho que ela percebeu que eu apesar de novo sei como ajudar.
Continuei a tentar chamar a urgência, dizia linha ocupada, a pressão caiu sobre mim, estávamos só os três.
Entretanto atentaram, foi o Jorge um policia que antedeu, normal, apenas lhe disse isto é uma emergência é favor passar a chamada para o CODU eles já sabem que não é qualquer alguém que sabe realizar este procedimento, chegaram rápido.Lá fui contigo, foi a primeira vez aqui em portugal.Fiquei assustado.
Não tinhas nada de grave, isto é, coração, pulmonares rins, tudo bem.
Este tipo de ataque começou por um por mês, começou a ser 2 por mês, 3 por mês, estava claro que o teu tempo estava terminando lentamente.Já com feridas em toda a parte do corpo era uma dor ver-te assim, ainda bem que foste.
Eu sempre disse que quando tivesses que ir que ninguém ia dar conta que ia ser se repente sem ninguém contar, o meu único medo é que fosse nas minhas mãos, mas nunca recusei dar-te comida, nem pela sonda nem pela boca, nem despejar-te a algalia, num espaço de 5 meses, começou tudo a aparecer rapidamente.
Cada vez que ias, vinhas com algo que te maltratava o corpo e deixava-te cada vez mais sem voz, sem reacção, sem memória, eu que andei contigo ao colo,e tu comigo, que ensinei-te a dar passo em idoso como tu me ensinas-te em bebé.
Havia choro por todo o lado. Segundo a minha mãe poucos minutos antes da tua morte, ela estava contigo nos braços a falar contigo, ela disse que pensou que tinhas adormecido, e tinhas.
Quando ela voltou, os médicos disseram-lhe que ela despediu do seu pai quando saiu nem quero imaginar como ela ficou. Ao ponto de não dormir em casa essa dia, coisa que não foi correto, porque nós precisávamos dela, ela somente ela deveria ter dado esta noticia ...(..) e ter que ser eu o responsável por está triste noticia a minha avó.
Segundo ouvi, eram montes de gente a chorar por ti em cabo verde, tu não ias querer nem querias que ninguém que chorasse por ti, eu chorei, um choro silencioso. Eu sabia que ias ter uma morte de anjo.
Mas dentro de mim, ficou uma grande duvida se não podia ter feito muito mias por ti.
Espero que olhes por mim no céu como olhas-te por mim na terra.Isonildo Tavares


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