Planeta vermelho
Numa era distante, a humanidade partiu,
Para além das estrelas, onde o universo sorriu.
No vigésimo dia de janeiro, em 2200,
O Planeta Azul desapareceu, um mistério profundo.
As nuvens, outrora brancas, agora negras de aflição,
Choviam ácido, dissolvendo a paixão.
O mundo tornou-se um palco de dor e destruição,
Onde o sangue escorria, pintando a visão.
Um casal, como conto de fadas, abandonou o mundo urbano,
Rumo ao rio Nilo, buscando um novo plano.
Mas a chuva os surpreendeu, num dia fatídico,
E o vermelho do sangue tornou-se seu vívido manto líquido.
Ventos fortes sopraram, espalhando a tragédia sem dó,
Uma chuva ácida, um vírus mortal, o fim que se avizinhava só.
Povos condenados, a pagar pelo seu mal,
Enquanto os poderosos voavam para longe, no céu sideral.
Mas houve quem ficasse, resignado à sua sina,
Na Terra devastada, onde a esperança definha.
Cinco anos se passaram desde a chegada da tormenta,
E a chuva caía intensa, como uma lâmina violenta.
Mas quando tudo parecia perdido, um milagre se revelou,
Na rua molhada, onde a morte dançou.
Abraçados, sem entender, como a chuva não os consumiu,
Numa poesia de sobrevivência, o destino os instruiu.
Assim, entre metáforas e hipérboles, a história se conta,
Do Planeta Azul perdido, onde a esperança desponta.
Que os filhos não se esqueçam, das almas que ficaram para trás,
E que um dia, na poesia do universo, todos se reencontrarão, enfim, em paz.

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